HISTÓRIA DAS FREGUESIAS
DE
 PAMPILHOSA DA SERRA

CABRIL    DORNELAS DO ZÊZERE    FAJÃO    JANEIRO DE BAIXO   MACHIO    PAMPILHOSA     PESSEGUEIRO    P. FOJO    UHAIS-O-VELHO    VIDUAL  

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FAJÃO

A vila de Fajão recebeu foral de D. Pedro Mendes, prior do Mosteiro de Folques, em Junho de 1233. Foi Senhor desta antiga vila o Mosteiro de Folques passando posteriormente para as mãos de Santa Cruz de Coimbra com a criação da congregação crúzia. Este concelho era constituído pelas freguesias de Fajão, Dornelas, Janeiro de Baixo, Unhais-O-Velho e Vidual de Cima, hoje freguesias do concelho de Pampilhosa da Serra, e ainda por Teixeira, actualmente freguesia do concelho de Arganil.
Com reforma administrativa de 1855 o concelho de Fajão foi extinto e passou a ser apenas uma freguesia do concelho da Pampilhosa da Serra. Actualmente, é constituída pelos lugares de Açor, Boiças, Camba, Castanheira, Cavaleiros de Baixo, Cavaleiros de Cima, Ceiroco, Ceiroquinho, Covanca, Fajão, Gralhas, Mata, Ponte de Fajão, Porto da Balsa e Vale Pardieiro.
A freguesia de Fajão está situada a norte do concelho e faz fronteira com o concelho de Arganil. A vila está rodeada por afloramentos antigos da Meseta Ibérica, designados por “Penedos de Fajão”. O casario de lousa e xisto que ainda subsiste indica a supremacia das típicas construções. 
Segundo Pinho Leal Fajão deriva etimologicamente de Fayão, vocábulo godo (nome próprio masculino).Os tradicionais Contos de Fajão, recolhidos e publicados em 1989 pelo Monsenhor Nunes Pereira, são o testemunho da riqueza lendária da região. Muitos deles remontam à Idade Média e o “juíz de Fajão” representa um símbolo, transmitido de geração em geração.

Sugestões para uma visita

Antigos Paços do Concelho
Exemplo de uma arquitectura rural que alia a simplicidade do traçado aos materiais típicos da região: o xisto.

Igreja Paroquial
A construção deste templo teve início a 2 de Junho de 1788 e, no mesmo local onde estava edificado o anterior. A capela- mor foi benzida a 1 de Janeiro de 1789. Trata-se de um edifício de linhas sóbrias ladeado à direita pela torre sineira, unida de forma original ao corpo da igreja através de um arco. A porta principal é de verga curta, com cimalha ondulada. 
No interior podem ser contemplados os altares de madeira entalhada, sendo o principal do século XVII e os colaterais ao gosto do final de setecentos. Do antigo templo recebeu a pia baptismal, a imagem de S.Teotónio (colocada no altar-mor) e as imagens de S. Simão e de N. Srª. do Rosário, de pedra, da 2ª metade do século XVI (colocadas altar colateral da direita).
A festa da Padroeira é celebrada em Agosto.

Capelas
No alto da encosta dum afloramento rochoso vislumbram-se as capelas de N. Srª. da Guia e de S. Salvador, sobranceiras ao rio Ceira que serpenteia o fundo do vale. 
A capela de N. Srª. da Guia é uma construção moderna, traçada pela mão do arquitecto Armando Alves Martins. O altar foi idealizado pelo Monsenhor Nunes Pereira. As seis telas que retratam cenas da vida de Cristo são da autoria do pintor fajaense Guilherme Filipe, discípulo de Mestre Malhoa, que aqui assumiu uma concepção primitiva moderna, plena de espiritualidade. Fronteiro a esta capela está um coreto da autoria de Nunes Pereira. A imagem de Nossa Senhora da Guia veio da capela antiga, é obra oitocentista e foi esculpida por António Nunes Pereira.
A festa de N. Srª. da Guia realiza-se todos os anos no mês de Julho.

Barragem do Alto Ceira
A Barragem do Ceira é constituída por um dique de abóbada delgada com 36 m de altura. A bacia hidrográfica tem 38 Km 2 e a albufeira recebe água vinda da Barragem da Castanheira (Arganil), conduzida através de 3257 m de túnel. Por sua vez, da albufeira do Ceira parte um túnel de derivação com um comprimento total de 6945 m, que permite a transferência de água para a albufeira de Santa Luzia, no rio Unhais. Daqui é desviada água para a mini-central do Esteiro.

Penedos de Fajão
Os Penedos de Fajão são afloramentos rochosos que encerram magníficas formas esculpidas pela Natureza e que servem de fundo a esta bonita vila.

Fonte: Zona do Pinhal

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Cabril

A povoação de Cabril pertenceu sempre ao concelho da Pampilhosa e e foi elevada a freguesia nos finais do século XVII.
A freguesia é atravessada pelo rio Unhais, ao longo do qual se descobrem paisagens paradisíacas. A sua economia foi baseada durante muitos anos na produção de castanha e também de algum milho, cultivado nos terrenos junto às margens do Unhais. Em Agosto celebram-se as festas religiosas em honra de S. Domingos, orago da freguesia, e de N. Srª. de Lurdes. No domínio do profano e pelo Carnaval, organiza-se no Cabril a tradicional “Surra”. Esta tradição consiste numa espécie de julgamento colectivo onde entram dois acusadores, munidos de funil, que se colocam em frente à casa da “vítima” que geralmente é o homem mal tratado pela mulher ou a mulher alcoólica.

Sugestões para uma visita

Igreja Paroquial de Cabril
No alto da povoação ergue-se a igreja paroquial. Do primitivo edifício apenas se conserva a torre sineira, que está colocada à esquerda da frontaria. No interior conservam-se as ancestrais imagens (séculos XVI/XVII) de N. Srª. do Rosário, Senhora com o Menino e de S. Domingos, esta última proveniente de uma antiga capela situada a norte da povoação, no alto da Serra de S. Domingos

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Dornelas do Zêzere

Dornelas do Zêzere está situada na margem esquerda do rio Zêzere, que ali faz fronteira com o concelho de Fundão. Esta freguesia pertenceu ao concelho de Fajão, extinto pela reforma administrativa de 1855, passando desta forma a integrar o concelho de Pampilhosa da Serra. Até 1927 era designada apenas por Dornelas, altura em que lhe foi acrescentado “do Zêzere” por decreto nº. 14778, de 20 de Setembro.
A freguesia é constituída pelos lugares de Adurão, Carregal, Dornelas do Zêzere, Machial, Pisão, Selada da Porta e Portas do Souto.
Em Agosto é celebrada a festa em honra de N. Srª. das Neves.


Sugestões para uma visita

Igreja Paroquial de Dornelas do Zêzere
Este templo, de arquitectura simples com telhado de duas águas, apresenta-se actualmente um pouco alterado devido a uma reforma que sofreu no século XVIII. O campanário está colocado à esquerda da fachada e é composto por duas pequenas janelas de cimalha direita. Os cunhais e as cornijas são de cantaria. O corpo da igreja é de uma só nave, ladeado por duas capelas radiantes. O retábulo principal é de colunas torcidas com folhas de videira remontando a finais do século XVII.

Miradouro
Deste miradouro disfruta-se uma paisagem magnífica sobre o rio Zêzere e a povoação de Dornelas. Na outra margem do rio avista-se Alqueidão, já do concelho de Fundão. Nos muros do miradouro estão inscritos dois poemas em painéis de azulejo. Um da autoria de Gil Vicente e outro do jovem poeta Júlio Dias Nogueira (1921-1939), natural de Dornelas.


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Janeiro de Baixo

A freguesia de Janeiro de Baixo está implantada a sul do concelho, junto ao rio Zêzere, fazendo fronteira com o concelho de Fundão. Foi comenda da Ordem de Cristo e pertenceu às comendas do padroado real. Em 1600 foi avaliada em 100 mil réis, em 1882 deixou de pertencer à diocese da Guarda passando para a de Coimbra e em 1885 passou do concelho de Fajão para o da Pampilhosa da Serra.
Actualmente a freguesia é constituída pelos lugares de Brejo de Baixo, Brejo de Cima, Casal da Lapa, Esteiro, Janeiro de Baixo, Machialinho, Porto de Vacas, Safra, Souto do Brejo e Vale de Abutre. 
Segundo alguns autores, Janeiro deriva da corrupção do nome próprio Januário.

Sugestões para uma visita

Igreja Paroquial
O templo está colocado à entrada da povoação e é precedido de um adro. A porta da fachada principal é de verga curva, dominada por uma janela também de verga. A torre está adossada do lado direito e é rematada piramidalmente. Em cada flanco rasga-se uma porta. 
No interior sobressaem os retábulos (mor e colaterais), datados dos séculos XVII/XVIII, de madeira com arcos, colunas torcidas e revestidos de pâmpanos.
O titular da igreja é S. Domingos, cuja festa se realiza em Agosto. 

Capelas
Além da Igreja Matriz, Janeiro de Baixo possui duas capelas: a do Santo Cristo e a de S. Sebastião. É tradição na freguesia realizar-se um Bodo junto à Capela de S. Sebastião, a 20 de Janeiro de cada ano. A Visita Pascal com a recolha do folar e a procissão em louvor do Divino Espírito Santo são outras manifestações da religiosidade dos habitantes desta freguesia. 

Central Hidroeléctrica do Esteiro
Esta pequena central está situada junto ao Zêzere, fazendo o aproveitamento da reserva hídrica da Barragem de Santa Luzia.


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Machio

A freguesia do Machio está situada a sudoeste do concelho, entre as freguesias de Portela do Fojo, Pessegueiro e Pampilhosa da Serra. É a mais pequena do concelho e dela fazem parte os lugares de Machio de Baixo, Machio de Cima, Maria Gomes, Travessa e Vale Pereiras.


Sugestões para uma visita

Igreja Paroquial
A igreja paroquial é uma construção do século XVIII, dedicada a S. Miguel, estando a torre sineira (de construção posterior) colocada no lado direito da fachada. Em 1972 o templo foi restaurado, tendo as obras orçado em mais de 50 mil escudos. 
No interior, podem ver-se os altares setecentistas, o tecto formado por painéis e a imagem do orago levantando a espada de arcanjo, escultura de tipo corrente dos séculos XVI/XVII.
A festa de S. Miguel realiza-se em Setembro.

Lagar de Azeite
Para quem visita o Machio não pode deixar de visitar o lagar de azeite cooperativo de Maria Gomes. Aqui ainda são exibidas as técnicas mais genuínas do fabrico do azeite e a forma comunitária de utilização do espaço.

Dados Gerais
Actividades económicas: Agricultura e pecuária, indústria e comércio
Festas e Romarias: S. Miguel (29 de Setembro), Sagrado Coração Jesus de Jesus (19 de Agosto), S. Simão (último sábado de Agosto) e Santo António (1.º sábado de Setembro)
Património: Igreja paroquial e lagar de azeite movido a água
Outros Locais: Bacia da Barragem do Cabril, praia fluvial e zona de pesca e Cabeço do Machio
Gastronomia: Borrego assado, filhós, pão de ló e pão de milho
Artesanato: Bordados e rendas
Colectividades: Assoc. Agrícola e Florestal de Machio de Cima, Comissão de Melhoramentos de Maria Gomes, Coop. de Produ-ção de Azeite de Maria Gomes, Comissão de Melhoramentos de Vale de Pereiras, Liga de Melhoramentos de Machio de Cima e União Progressiva de Machio de Baixo

 

 

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Pampilhosa da Serra

A freguesia da Pampilhosa da Serra inclui a vila, que é atravessada pelo rio Unhais, próximo do qual se erguem os novos Paços do Concelho, construídos durante a década de 70. A vila possui aeródromo, campo de futebol, centro de saúde, correios, escolas (Jardim de Infância, Escola Primária e Escola C+S), farmácia, filarmónica, helioporto, duas instituições bancárias, palácio da justiça, posto da G.N.R., quartel de bombeiros, mercado municipal, museu, pavilhão gimnodesportivo, piscinas cobertas, posto de turismo, residência paroquial e Santa Casa da Misericórdia.


Sugestões para uma visita

Arquitectura Religiosa
Do património monumental da vila salienta-se a Igreja Matriz, localizada na margem esquerda do Unhais, junto à ponte. Em 1907 a igreja foi assolada por um violento incêndio. Das cinzas restaram apenas o retábulo de pedra, estilo renascença, do século XVI e a Imagem de N. Senhora do Rosário. A construção da nova Igreja Matriz decorreu entre 1908 e 1911. A festa em honra de N. Senhora do Pranto é a festividade religiosa mais importante da freguesia e realiza-se em Agosto.
A Capela da Misericórdia ergue-se na Praça Barão de Louredo com um traçado simples, remontando a sua construção a finais do século XVI. A fachada é dominada pela porta rectangular, encimada de modesta janela com a Cruz de Cristo. No interior da capela está uma sepultura de Simão Pires datada de 1600.
A Capela de Santo António é um singelo edifício do século XVI que actualmente apresenta já algumas alterações. A fachada da capela exibe um alpendre. No altar encontra-se a escultura de pedra de Santo António com o Menino, obra do século XVII.

Arquitectura Civil
Na Praça Barão de Louredo erguem-se ainda magníficos exemplos de arquitectura civil. Aí está situada uma casa, de boa traça, que remonta ao século XVIII. O portal tem um frontão interrompido por uma concha, rematada por um nicho rectangular, que possivelmente albergaria uma pequena imagem. 
O actual Museu Municipal foi a antiga Casa da Câmara e é outro bonito edifício do século XVIII. Construção simples com piso térreo e dois andares. Na fachada pode ver-se ainda, do lado esquerdo, a base de ferro que sustentava o sino que chamava os vereadores para as sessões e no centro, sob a porta principal, lê-se a inscrição:

O R(EI) D. DENIS E(M)/
O ANO D(E) 1308/ 
FES E(S)TA TERRA V(IL)A EL/ 
REI D. IOÃO PR(IMEIR)O/ 
A COMFIRMOV EL R(EI) D MAN(V)EL / 
SEMTIMSIOV POR VI(ILA) M(VI)TO ANT(IG)A COMTRA A V(IL)A DA /
COVILHAM EM A DEMANDA Q(VE) TIVERA/
M O ANO DE 1500. 
F(EI)TA (N)O ANO D(E) 1711.

Arquitectura Popular
No centro da vila erguem-se bonitos exemplos de arquitectura popular, típicos da região, de onde sobressaiem as suas magníficas varandas de madeira. A Casa do Arco é um bonito exemplo de construção dos séculos XVI/XVII que surge ao cimo da Rua 5 de Outubro. O portão é em arco de volta inteira interrompido por duas arestas chanfradas. Este edifício já não exibe a grande varanda central que possuia ainda em 1934. 

Todos estes exemplos de arquitectura são dignos de uma visita. A arquitectura popular impera, símbolo de tradições populares ligadas a um modus vivendi característico das regiões de interior e de montanha.
A beleza do casario implantado nas encostas pode ser contemplado do mirante onde se ergue um Cristo Rei que abraça a vila.

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Pessegueiro

A freguesia de Pessegueiro situada a Oeste do concelho é contígua às freguesias do Machio e da Pampilhosa da Serra. A ela pertencem os lugares de Braçal, Carvoeiro, Casal da Silva, Coelhal, Farropo, Malhadas da Serra, Pessegueiro de Baixo, Pessegueiro de Cima, Ramalheira, Ribeira da Silva, Sobral Bendito e Telhada.
Pertenceu ao bispado da Guarda, mas em 1882 passou para o de Coimbra. O Orago da freguesia é S. Simão e a Padroeira é N. Srª. de Lurdes, cuja festa se realiza anualmente, no segundo Domingo de Setembro. No dia de S. Simão era costume, após a saída da missa, dar bodo aos pobres no adro da igreja. Bodo significa “festim” ou “jantar dos pobres” que era hábito fazer-se no dia da festa do padroeiro. Os mordomos organizavam a festa e distribuíam o bodo para que os mais necessitados e os forasteiros não ficassem de barriga vazia no dia da festa da terra. Este gesto de partilha e de sociabilidade era praticado em Pessegueiro.

Sugestões para uma visita

Igreja Paroquial
A igreja paroquial encontra-se no lugar de Pessegueiro de Baixo. A data precisa da sua construção é desconhecida, no entanto, a data - 1724 - lavrada na pia de água benta permite-nos remontá-la a finais do século XVII ou inícios do XVIII. A torre sineira está adoçada ao lado esquerdo da fachada principal.
No interior, o altar-mor e os altares laterais são decorados com colunas salomónicas, bem ao gosto dos finais de seiscentos. As tribunas, entalhadas e policromadas, remontam ao século XVIII. A imagem do Orago está colocada no altar-mor, mede 0,88 m de altura, é de pedra e data do século XVII.

Capela de N. Srª. de Lurdes
A capela de N. Srª. de Lurdes está situada no Cabeço, entre os dois Pessegueiros. De construção recente, o pequeno templo foi inaugurado no dia 10 de Setembro de 1966, a quando de uma visita pastoral ao concelho. Para esta nova capela foi transferida a imagem de N. Srª. de Lurdes, Padroeira da freguesia, festejada em Outubro. A sua decoração foi inspirada num conjunto romano-gótico.

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Portela do Fojo

Situada em terreno montanhoso, a sudoeste do concelho, a freguesia de Portela do Fojo é delimitada a Norte pelo rio Unhais e a Sul pelo rio pertenceu à Ordem de Malta e ao antigo concelho de Alváres, suprimido em 1855 passando a pertencer, a partir dessa data, ao concelho de Pampilhosa da Serra. Foi elevada a freguesia a 1 de Novembro de 1795. 
A sua economia esteve ligada durante muitos anos à produção de azeite, castanhas, milho, vinho e ao fabrico de buréis.

Sugestões para uma visita

Igreja Paroquial
A igreja paroquial da Portela do Fojo é um edifício modesto, com a torre, de construção posterior, colocada à direita da fachada. O retábulo principal data dos séculos XVII/XVIII e é ornado com colunas torcidas e pâmpanos. As festividades religiosas em honra de N. Srª. da Paz realizam-se em Agosto.

Albufeira da Barragem do Cabril
Nas águas límpidas do Zêzere travadas pela Barragem do Cabril, espraia-se uma enorme albufeira onde a beleza da paisagem e a paixão pelos desportos aquáticos podem ser desfrutados em simultâneo. A albufeira estende-se desde Padrões a Cambas e de Padrões à Foz de Alváres.

Ilha dos Padrões
Pequena ilha formada na confluência do Unhais com o Zêzere

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Unhais-o-Velho

A freguesia de Unhais-O-Velho está situada no extremo Nordeste do concelho, entre as freguesias de Fajão (a Norte) e Dornelas do Zêzere (a Sul). Na Idade Média esta freguesia pertencia à Pampilhosa da Serra, mas com a primeira organização liberal passou para Fajão. Em 1855, passou novamente a integrar o concelho de Pampilhosa da Serra. Foi terra do Mosteiro de Folques e terá sido elevada a paróquia no século XVII.
A origem etimológica de Unhais é controversa e pouco clara. Segundo alguns autores a origem do nome pode residir em duas hipóteses: uma relacionada com os Hunos (povos que ocuparam a Península) nomeadmente com a existência de um hipotético núcleo populacional que por aqui tivesse permanecido; outra relacionada com os veados, também designados unhantes devido às armações que adornavam estes animais.
O casario está agrupado num pequeno pormontório, formado por uma pronunciada curva do rio Unhais que atravessa a freguesia. O cenário é decorado ainda pelos penedos gigantes que emolduram a povoação.
Em Unhais-O-Velho realizam-se as festas em honra de N. Srª. de Fátima, em Agosto, e a festa de S. Mateus, em Setembro. Uma tradição que ainda hoje se mantém é a destribuição de um bodo no dia de S. Sebastião, 20 de Janeiro. No bodo não falta a “pica” (pão tipo carcaça), as castanhas e o vinho.

Sugestões para uma visita

Igreja paroquial
Este templo é de médias dimensões datando a sua construção de 1824. No interior podemos observar o tecto de madeira decorado com cenas agiográficas, datadas do século XIX. O retábulo principal é do estilo setecentista, decorado com ornatos concheados, duas colunas em cada lado, nichos médios e camarim do trono ao centro. Os retábulos colaterais são recentes. Sobre o arco cruzeiro está um crucifixo de madeira do século XVIII. O templo alberga ainda as imagens de S. Domingos, de S. Mateus e de S. Pedro dos séculos XVII e XVIII.

Capela do Santo Cristo
Esta capela ergue-se próximo da igreja paroquial. É uma pequena capela de planta poligonal. A porta é rectangular, de verga alta, cimalha direita com cunhais de cantaria.

Capela da Srª. da Penha de França
Este templete fica situado no extremo norte da povoação e alberga no seu interior uma escultura delicada da “Virgem com o Menino”. O retábulo é entalhado e remonta à época de D. Maria I.

Minas da Panasqueira
Embora não pertençam ao concelho de Pampilhosa da Serra, a sua proximidade com esta freguesia fez com que muitos dos seus habitantes lá tivessem arranjado o seu ofício. No lugar das Meãs venera-se a Senhora dos Altos Céus, Santa protectora dos mineiros, celebrando-se festa em sua honra a 15 de Agosto.

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Vidual

Vidual também pertenceu ao extinto concelho de Fajão, passando a integrar o de Pampilhosa da Serra em 1855. Em 1815 foi elevada a freguesia, ano em que deixou de pertencer à de Unhais-O-Velho. 
A aldeia de Vidual de Baixo foi submersa em 1943 pela albufeira da Barragem de Santa Luzia surgindo a nova povoação de Casal da Lapa.
A origem etimológica deVidual é atribuída ao nome duma planta, bétula ou vidueiro, que em tempos germinava com abundância nesta região. A economia da freguesia baseava-se quase exclusivamente na castanha, centeio, legumes, mel e trigo, tal como quase todos os povoados serranos.


Sugestões para uma visita

Antiga Igreja Paroquial
À antiga capela de Santo António deu-se o nome de igreja paroquial. O templo, de modestas proporções, tem apenas 18 m de comprimento por 6,47 m de largura. A torre está adoçada ao lado direito do edifício e foi construída já depois de Vidual ter sido elevada a freguesia. A porta é de verga curva com cimalha do mesmo recorte. 
No interior estão quatro altares com tribunas entalhadas do final do século XVIII. O altar-mor ostenta um retábulo com a “Coroação da Virgem”, da autoria da conterrânea Júlia Nunes de Brito, que ofereceu à Igreja em 1953. Trata-se de uma cópia da “Coroação da Virgem” de Velásquez exposta no Museu do Prado, em Madrid. Os altares laterais são muito simples denunciando alguns elementos renascentistas. O altar do lado da epístola tem duas redomas. Na superior está a imagem da Senhora das Dores, de madeira policromada, obra dos finais do século XVIII; na inferior está o Senhor dos Aflitos, também de madeira policromada, da mesma época. Do lado do Evangelho fica o altar de Santa Bárbara. Este altar foi oferecido pelo Padre Manuel José Nunes, natural da freguesia. Junto ao púlpito fica o altar do Coração de Jesus, mais simples e mais recente que os outros altares. Julga-se ter sido mandado construir pelo Padre Amaral, natural de Pescanseco. O seu custeamento foi feito com o dinheiro das bulas de dois anos.

Barragem de Santa Luzia
O nome dado à barragem proveio da ermida de Santa Luzia existente nos Penedos, no limite entre as freguesias de Vidual e Cabril. Esta pequena capela foi mandada construir, em 1930, pelo particular Francisco Pedro Simões, em cumprimento de uma promessa.
A construção desta barragem iniciou-se em 1931 e em 1934 procedeu-se ao levantamento da albufeira, que terminou em Março de 1935. A Bacia hidrográfica de Santa Luzia tem 50 Km2 e recebe água da albufeira do Ceira através de um túnel de derivação com 6.945 m.

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Fonte Consultada: Zona do Pinhal